Jorrão na Praça Ana Oliveira


Largo principal do Jorrinho


Feira livre de Caldas do Jorro


Imagem ilustrativa de Canudos


JORRÃO

Chama-se Jorrão o poço principal, que tem uma temperatura aproximada de 48º C e está localizado no centro da praça principal, denominada Ana Oliveira. Atrai muitos visitantes para banhos diurnos e noturnos, que além do banho, saboreiam especialidades da região e possui muita animação.

JORRINHO


Este poço de temperatura um pouco inferior, está localizado à margem esquerda do Rio Itapicuru, junto à ponte. A 6 Km do Hotel atrai muitos visitantes, que além do banho, saboreiam um delicioso bode assado e uma cerveja bem gelada nos locais especializados nesse tipo de comida típica da região.

TRACUPÁ

Tanto no Jorro quanto no povoado de Tracupá existe excelente artesanato em couro (bolsas, carteiras, etc.) e sisal, muito elogiado e de primeiríssima qualidade, por um preço bastante acessível.

FEIRA LIVRE DE TUCANO (sábado) E JORRO (domingo)

Típicas do sertão, são muito apreciadas, sobretudo pelo visitante de outras áreas do país, que desconhecem o nosso semi-árido e podem encontrar uma enorme variedade de produtos da região.

ATRAÇÕES FORA DO MUNICÍPIO

CANUDOS

Vale a pena uma visita a essa localidade de tanto significado histórico-cultural. A 130 Km de distância do Hotel Pousada do Jorro, estrada asfaltada, passando pela cidade de Euclides da Cunha. Ali se escreveu uma das mais trágicas páginas de nossa história, tendo como personagem central o cearense Antônio Conselheiro, mistíco e asceta, que reuniu um número incalculável de seguidores, resultando, por erro de avaliação, numa guerra fraticida e selvagem, envolvendo o Exército Brasileiro, com várias expedições. Somente na quarta expedição é que finalmente o arraial de Canudos (ou Belo Monte) foi destruído. Euclides da Cunha, que estava presente, escreveu o monumental livro "Os Sertões". Nessa guerra morreram, segundo estimativas, de 4.500 a 5.000 militares, e de 5.000 a 6.000 jagunços, destes incluindo cerca de 1.000 degolados. Ver o cenário dessa tragédia, as características fisiográficas, o Parque Estadual, o rio Vasa-Barris, toda sua ambientação, é muito valioso e instrutivo para quem se interessa por nossa história.

MONTE SANTO

Cidade inpregnada de alto significado místico-religioso, está a cerca de 80 Km do Hotel, estrada asfaltada, passando também por Euclides da Cunha (56 Km do Hotel). Monte Santo é um lugar de muita religiosidade que atrai muitos peregrinos, penitentes, devotos, beatos, pagadores de promessa que fazem o percurso semelhante ao caminho do Calvário de Jerusalém, ao longo de cerca 4Km sobre a antiga Serra do Piquaraçá, com vista belíssima, onde se encontram 23 capelas, representando as quatro estações da Via Sacra de Cristo, idealizadas pelo Capuchinho Frei Apolônio de Todi, que chegou ao local em outubro de 1785. O percurso é muito íngrime e todo construído de pedra, ladeado por uma balustrada. Frei Apolônio, que fundou várias igrejas no nordeste, nasceu na cidade italiana de Todi, Província da Perúgia e Departamento de Úmbria, em 1747, e aportou na cidade de Salvador em 1779. Em 1782 foi exercer seu ministério apostólico nos sertões da Bahia e Sergipe. Morreu aos 72 anos de idade. Terminaria por alcançar o título de Apóstolo dos Sertões e Anchieta Sertanejo, epíteto analógico cunhado por Euclides da Cunha. Euclides da Cunha, engenheiro, que esteve em Monte Santo integrando, como jornalista do Estado de São Paulo, o Estador-maior do Marechal Carlos Machado Bittencourt, entre 6 e 13 de setembro de 1897, observou que o caminho percorrido é "um milagre de engenharia rude e audaciosa, uma coisa assombrosa" e que "é dificilmente concebível o esforço desprendido para o levantamento dessa maravilha do sertões". E acrescentou: "Fez-se um templo prodigioso, monumento erguido pela natureza e pela fé, mais alto que as mais altas catedrais da terra". Existem muitas histórias a respeito do santuário da Santa Cruz, onde estão as imagens de Nossa Senhora da Soledade, São João Evangelista, Senhor Morto e uma sala com ex-votos. Contam que, durante a primeira procissão que subiu o monte, um furacão atemorizou os fiéis, mas foi abrandada pelas preces de Frei Apolônio. Ao chegar ao cume, uma nuvem luminosa se mostrou a todos procedendo ao cortejo e pairou sobre o lugar onde está o santuário. Dizem ainda, que durante a grande seca de 1932, minava água das paredes da Santa Cruz, matando a sede dos fiéis. O maior fluxo de devotos todos os anos - centenas de milhares - é durante a Semana Santa e no Dia de Finados, que vêm de toda parte. Mas, é aconselhável conhecer e admirar o local em qualquer época do ano, pela sua beleza e originalidade, nesse mundo da caatinga nordestina, habitado pelo rústico e nunca vencido homem sertanejo.